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9 de jul. de 2010

COPA 2014: A CONTA COMEÇOU A APARECER!

A COPEL, companhia pública de energia elétrica do Paraná foi convocada pela raia miúda da política local para assinar com o clube proprietário do estádio indicado para a Copa 2014, um contrato de "naming rights", disponibilizando os quase R$ 100 milhões que faltam para que apresentem-se as garantias à FIFA e se façam as obras necessárias.

Para amenizar o impacto na opinião pública, a companhia também pretende patrocinar os 3 clubes da capital, provavelmente nas mangas das camisas e em placas nos estádios. Uma esmola para agradar os torcedores dos dois outros clubes de Curitiba e quem sabe, calar-lhes a boca contra o despautério de uma empresa monopolista entrar em um negócio sem necessidade, pois não têm concorrência interna, sua publicidade sempre foi institucional e educativa.

Não é nada certo ainda, porque ainda existe pressão popular para que não se coloque dinheiro público no estádio privado que sediará a Copa e porque não se sabe como o negócio seria feito de modo a ser aprovado no Tribunal de Contas do estado.

Mesmo assim, os políticos paranaenses envolvidos com a Copa queimam as pestanas para arranjar uma solução que, mesmo ilegal, só venha a apresentar problemas depois de 2014, quando "Inês" estará morta!

Pois bem, hoje a COPEL anunciou um aumento de (pasme!) 15,1% nas tarifas de energia elétrica pagas por todos os paranaenses, para supostamente capitalizar a empresa.

Ou seja, começou a aparecer a conta da Copa 2014!

8 de jun. de 2010

O PARANÁ QUE QUEREMOS (II)


Infelizmente não pude comparecer à manifestação de hoje às 18:00 na Boca Maldita em Curitiba, mas deixo aqui algumas palavras em apoio ao movimento Novo Paraná.

Há muito é sabido que irregularidades acontecem na Assembléia Legislativa. E elas têm sido no mínimo toleradas pela sociedade paranaense, por deputados estaduais de todos os partidos e mesmo por membros do Executivo e do Judiciário, que não raro se vergaram a interesses excusos partidos da mesa da AL.

Ou seja, toda a sociedade paranaense é responsável, no mínimo por omissão, por este estado de coisas vergonhoso que se descortina nos últimos meses, sendo poucas as pessoas que ousaram no passado remoto ou recente, enfrentar as forças poderosas que construíram o esquema, tão poderosas que cooptavam imprensa, Ministério Público e Judiciário.

E isso porque o Paraná seguidamente elege, especialmente com votos de municípios menores, cujas administrações públicas são precárias e desqualificadas (no sentido intelectual mesmo), deputados estaduais afeitos à prática do curral, ou seja, indivíduos que conseguem 100, 200 votos em um certo lugar distribuindo cargos, cestas básicas e favores, muitos favores! Somando os poucos votos desses municípios, há indivíduos cujos pais ou avôs já eram deputados no mesmo esquema, sem levar progresso nenhum pra cidades miseráveis e pessimamente administradas como Rio Branco do Sul, Itaperuçú, Piraquara, Bocaiúva do Sul, Cerro Azul, Doutor Ulisses, Tunas do Paraná, Adrianópolis e outras tantas, em que deputados ruins garantem suas eleições com esses lotes de votos.

Trata-se de uma política de favores e todos nós sabemos que favores em política nunca são pontuais, eles se prorrogam no tempo, viram chantagem e envolvem muito mais que chinelos e cestas básicas para idiotas em troca de votos.

E de certa forma isso acontece em todo o Brasil em maior ou menor grau, e todos os políticos ficam indignados e se acham injustiçados. Hoje, um desses deputados declarou que "não são apenas" o presidente e o secretário da AL os responsáveis pela situação, como quem querendo dizer que as falhas do passado eximem a responsabilidade presente.

Ora, as falhas do passado não impedem a punição dos responsáveis pela presente situação, o que é, em essência, o que se pede, como forma de dar exemplo para que não se repita mais.

Tardou a sociedade paranaense acordar. E mesmo assim, apenas uma pequena (eu diria minúscula) parte dela acordou. Mas melhor que tenha acordado tarde e exija a punição mais severa possível (seja ela cassação, impeachment, negativa à reeleição, inelegibilidade, ação penal ou cível, seja o que for!), do que continue se omitindo em face de um estado de coisas que se não era notório, era comentado à boca pequena especialmente a cada pleito.

CORITIBA: O MEDO DO FUTURO.

No erro de uma diretoria interina, que acionou a justiça comum em 1989 para não jogar uma partida marcada de má-fé pela CBF para prejudicar ...