11 de dez. de 2010

IMAGENS DE CURITIBA - 22

Sempre digo que o Palácio Avenida é o segundo prédio mais belo da capital paranaense, até porque existe uma razão sentimental em eleger o prédio central da UFPR como o primeiro, já que estudei lá por 5 anos que eu classifico como os melhores da minha vida.

O Palácio Avenida era para ser o primeiro "arranha-céu" de Curitiba, projetado por Valentim de Freitas, Bernardino Assumpção Oliveira e Bortolo Bergonse. Na verdade, era primeira construção em 4 pavimentos a ser levantada pelo comerciante Feres Mehry. Mas o destino quis que isso não fosse possível, porque na mesma quadra e na mesma época, começaram a erguer o Edifício Moreira Garcez que, até para vencer a competição, adicionou mais dois pavimentos ao projeto original e firmou-se com o título de primeiro espigão de Curitiba, embora perca disparado em charme e beleza.

Foi um prédio comercial por muitos anos, abrigou um dos cinemas mais tradicionais da cidade, era um verdadeiro "shopping center" num tempo em que ninguém sabia o que era isso. Depois foi decaindo, os donos foram morrendo e o prédio definhando. Um dia, foi comprado por um dos bancos de Avelino Vieira, que acabaram por formar o depois gigante Banco Bamerindus do Brasil, uma das marcas mais importantes da história econômica do Paraná.

Mesmo assim, o prédio ficou muitos anos abandonado no centro de Curitiba, em razão de problemas com locatários e mesmo com alvarás de construção. Um dia, porém, o Bamerindus solucionou tudo e restaurou o prédio belíssimo, que então estava esquecido pelos curitibanos que viam na Rua XV aquele esqueleto imponente do que havia sido um dos símbolos da cidade.

Em março de 1991, o Bamerindus reinaugurou o prédio, do qual tinha preservado apenas a lindíssima fachada, e que passou a ser uma das sedes administrativas do grupo. E naquele Natal, por idéia de Maria Christina de Andrade Vieira, herdeira do fundador Avelino, iniciou-se a tradição de festejar o Natal aproveitando a arquitetura lindíssima e os corais infantis da cidade, o que sobreviveu até à extinção do grupo Bamerindus, cujo banco foi incorporado pelo HSBC numa operação financeira polêmica quando do PROER.

E virou marca registrada da cidade a festejar os Natais a cada ano com um novo tema e uma nova surpresa, como os papais-noéis gigantes que sentavam sobre a fachada, os anjos que voavam de um lado a outro da rua, os shows de luzes e até mestres de cerimônia como o inesquecível e genial Paulo Autran.

Em 2010, o HSBC e os curitibanos estão festejando os 20 anos dessa aventura natalina que atrai turistas do mundo inteiro, e que ficam maravilhados com a simplicidade, mas alta carga emocional do espetáculo. É difícil, muito difícil, não se emocionar, eu mesmo fiquei às lágrimas pelo menos quatro vezes enquanto tirava estas fotos.

Coloco aqui hoje, algumas imagens da mais bela festa de Natal da bela Curitiba que abriga o lindo Palácio Avenida de histórias, tradição e sentimentos tão generosos.



A fachada sem iluminação.

Uma das muitas colorações que a fachada assume no show de luzes.

Detalhe da iluminação.

Detalhe do show de fogos.

A fachada decorada, vista da rua XV.

TODAS AS FOTOS SÃO DA MINHA AUTORIA, O USO NA INTERNET É LIVRE DESDE QUE CITADA A FONTE.CLIQUE SOBRE AS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS

Devo lembrar que "HSBC", "Natal HSBC" e mesmo "Palácio Avenida" são marcas de propriedade do HSBC Bank Brasil S/A, de modo que não é aconselhável o uso comercial destas imagens, por possibilidade de crime de contrafação.

3 de dez. de 2010

NOVO GOVERNO, ÉPOCA DE MALDADES

Já ficou claro que reajuste de aposentadorias é assunto tabu no início do novo governo, que já anunciou que também não fará reajustes ao funcionalismo.

O único reajuste que deve ocorrer, claro, é o dos senhores parlamentares, mas este não é de competência do Poder Executivo, embora certamente vá gerar efeitos futuros nos salários pagos por este, mas isso é outro assunto.

E ontem, uma "traulitada" do Banco Central no crédito, aumentando o valor do depósito compulsório que todo banco deve observar sobre empréstimos. Funciona mais ou menos assim: a cada R$ 1,00 emprestado, o banco precisa depositar no BACEN R$ 0,20 (estimativa minha, apenas), como garantia de liquidez do sistema. O BACEN aumentou esse depósito para que R$ 61 bilhões saiam da economia ou pelo menos, entrem nela pagando juros mais altos e, portanto, menos atraentes.

O BACEN tomou as medidas com intuito claro de reduzir o ritmo de aumento do crédito e frear o crescimento da economia, atingindo especialmente os empréstimos consignados e os de veículos, o que atinge de cheio o povão, que passará a pagar taxas mais altas e eventualmente ter mais dificuldades na liberação do crédito.

São as primeiras, de algumas "maldades" que inaugurarão o governo Dilma. E diga-se de passagem que o momento certo é justamente este, porque se não tomadas imediatamente, não serão possiveis em épocas pré-eleitorais ou mesmo pouco mais tarde além da posse, quando a nova composição do Congresso descobrir as delícias do "é dando que se recebe" e começar a pressionar por emendas e cargos, o que não é implausível, dado que, pelo menos até agora, o PMDB está sendo devidamente chutado para escanteio na formação do ministério.

30 de nov. de 2010

PELA PROIBIÇÃO DO CONSUMO DE ÁLCOOL EM AMBIENTE ABERTO



Tramita na Câmara Municipal de Curitiba, um projeto de Lei inspirado na experiência da Austrália e de alguns lugares dos EUA, onde se proibiu o consumo de álcool à céu aberto, em ruas, praças, parques, bosques e equipamentos urbanos como terminais de ônibus.

O indivíduo que bebe em casa geralmente não causa maiores estragos porque não há estímulo para os excessos decorrentes do consumo além da conta. Ele não vai se exibir para o cônjuge e filhos, porque ou será ignorado ou vai acabar em discussão.

O indivíduo que bebe dentro de um bar, pode até ter estímulo para praticar asneiras e eventualmente até arranja briga com outro pau d'água, mas no mínimo recebe a censura do dono do estabelecimento e das pessoas que ali bebem sem exagerar. Ou seja, ele pensa suas vezes antes de fazer besteira.

Mas o indivíduo que bebe álcool na rua sente-se livre para agir no contexto de euforia boa ou má que certa dose bebida pode causar.

Daí, para tentar aparecer ou até para destilar seus recalques ou seus ímpetos violentos, sai provocando transeuntes, pixando e vandalizando prédios públicos e privados, aumentando o volume do som do carro, dirigindo feito louco e até procurando discussões com pessoas à sua volta, pouco importa se conhecidas ou não.

O indivíduo que bebe na rua não encontra freios para seu delírio alcoólico, todas as pessoas à sua volta podem ser vítimas de seu estado alterado, seja mediante agressões verbais, seja roubando-lhes o sono às 3 e meia da madrugada ou pixando seus muros, seja enfiando um carro nos seus portões ou roubando, praticando violências físicas, matando ou estuprando.

Penso que se o consumo de cigarro é proibido em ambientes fechados, a lógica seria impor a proibição de consumo de álcool a céu aberto, numa situação tal em que exista algum controle sobre quem bebe em excesso.

Pode ser pouco, mas certamente vai melhorar em muito os índices de segurança, basta lembrar que boa parte da violência no Brasil é causada pelo consumo excessivo de álcool, e isso inclui acidentes de trânsito e ocorrências domésticas. Boa parte dos índivíduos que causou aquele tumulto no estádio Couto Pereira em 06/12/2009, era de integrantes de uma torcida organizada que se concentram à frente do estádio por volta de 5 horas antes dos jogos e bebem sem parar na rua, às vistas das autoridades. Se essa proibição existisse na época, provavelmente poucos deles teriam adentrado ao estádio porque ficariam em algum bar e outra parte deles poderia estar detida por consumir em lugar irregular.

Enfim, apóio a idéia civilizadora que tramita no legislativo curitibano.

29 de nov. de 2010

TEMOS QUE TORCER PELO BEM DO RIO DE JANEIRO


Todos os brasileiros tem a obrigação de torcer e rezar pelo bem do Rio de Janeiro.

Temos que acreditar que, desta vez, finalmente abriu-se uma guerra contra o tráfico e o crime, e que esta guerra só vai terminar quando o Rio voltar a ser uma terra de paz, onde as pessoas possam andar tranquilas sem a paranóia da violência gratuita que tomou a cidade.

Porque finalmente, depois de décadas de demagogia, um governo assumiu o ônus de enfrentar o crime de modo direto e franco, sem sujeitar-se a interesses mesquinhos de gente que se aproveita da violência e da desgraça para uso político, pregando direitos humanos para bandidos que não observam isto no trato com as comunidades que controlam. Muito se falou que as forças armadas não deviam intervir em conflitos assim e agora se comprovou que elas são imprescindíveis na árdua tarefa de impor a Lei a todo o país. Pela primeira vez as esferas de governo chegaram a um termo em que se respeita a Constituição e ao mesmo tempo, se ataca o crime.

Queira Deus que tenha acabado a leniência histórica com a bandidagem, que sempre marcou um Rio de Janeiro acostumado a exaltar contraventores e impedir que a polícia subisse o morro.

Tenho lá minhas críticas às UPP(s) e a forma com que esse processo tem ocorrido, mas mesmo assim, prefiro acreditar que agora as coisas serão diferentes e que finalmente este país abriu os olhos a necessidade de não transigir nunca com bandidos e impor a Lei a todos, doa a quem doer.

Mas desde já aviso que uma vez iniciada a guerra no Rio, é preciso que todos os demais estados também se mobilizem, porque a migração dos traficantes será inevitável. Alguns deles sairão do Rio para se instalarem em áreas igualmente pobres no PR, SC, PE, BA, GO, etc... o que significa que, agora, temos que iniciar imediatamente um sistema de prontidão nacional.

E também não deixo de reiterar minha opinião sobre o assunto: Uma vez efetivamente pacificadas, as favelas cariocas e as de qualquer lugar do país precisam ser realmente urbanizadas, transformadas em bairro de tal modo a possibilitar uma vida digna e sadia para sua gente, uma vida em que a violência não seja uma necessidade para sobreviver.

CORITIBA: O MEDO DO FUTURO.

No erro de uma diretoria interina, que acionou a justiça comum em 1989 para não jogar uma partida marcada de má-fé pela CBF para prejudicar ...