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16 de out. de 2008

O DESPERTAR, FINALMENTE!

A tal usina que o Equador alega não estar operacional, foi entregue com 9 meses de antecedência e há suspeitas de que tenha sido utilizada acima de suas capacidades, o que causou os problemas que levaram ao imbróglio, com o possível calote.

Ou seja, é provável que aquele país tenha causado o problema e aplicado o chamado "migué", culpando a empreiteira brasileira e defendendo o não pagamento, especialmente porque os problemas ocorreram às vésperas de um plebiscito importante para o projeto político de seu presidente Rafael Corrêa.

Mas ao contrário do que aconteceu com a Bolívia, país de quem o Brasil ficou gás-dependente, Brasília aumentou o tom, cancelando a missão ministerial que trataria de novas obras lá, com financiamento pelo BNDES.

Ato contínuo, Corrêa teve a petulância de dizer que isso foi uma arbitrariedade, como se ele fosse um poço de bom senso ao usar um país amigo para seus desígnios políticos, onde seu projeto de constituição autoriza praticamente sua eternização no cargo.

Tanto o cancelamento da missão ministerial quanto a edição do Decreto 6592 ao determinar que “São parâmetros para a qualificação da expressão agressão estrangeira, dentre outros, ameaças ou atos lesivos à soberania nacional, à integridade territorial, ao povo brasileiro ou às instituições nacionais, ainda que não signifiquem invasão ao território nacional.” e mesmo a declaração de hoje por parte do ministro Celso Amorin de que "...Então, vai acabar o comércio entre Brasil e Equador porque o empréstimo é lastreado no CCR (Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos). Eu não entendo como deixar de pagar porque tem a garantia do CCR, que é uma garantia comercial...". foram avisos claros de que, parece, o Brasil terá menos tolerância com o populismo que o usa para auferir votos em países vizinhos, sempre em prejuízo do suado dinheiro dos impostos do contribuinte daqui.

Brasília finalmente reagiu!

Talvez constatando que, se não fizesse isso, seria alvo de outros achaques continentais. Basta dizer que houve um ensaio disso por parte de Fernando Lugo, presidente do Paraguai, que pleiteou a aquisição, por Itaipú, de um avião presidencial.

Estava na hora. Será que a influência deletéria do assessor de coisa nenhuma, Marco Aurélio Garcia, está decrescendo?

Leia também:

Brasil hace una gratuita demostración de
fuerza que afecta al Paraguay


Comércio irá acabar se Equador
não pagar BNDES, diz Amorim

7 de fev. de 2008

MAIS UM CANDIDATO A DITADOR

Vejam, conforme a Folha de S.Paulo, que a onda de reformas constitucionais "latrino" americanas não atinge apenas os regimes bolivarianos. Aliados dos EUA, como Álvaro Uribe, também querem entrar no bloco do "fica mais 4 anos prorrogando o quanto puder":

Aliados de Alvaro Uribe voltam a propor reforma por terceiro mandato

Não difere em quase nada de Hugo Chaves.

2 de jan. de 2008

NA SELVA, DE BOBEIRA

Dizem que de boas intenções o inferno está lotado.

Eu não duvido do senso humanitário de Hugo Chaves, presidente da Venezuela.

Mesmo sendo ditador, é sabido que ele se preocupa com as pessoas mais pobres e desassistidas, razão pela qual empreende grandes programas sociais no seu país. Por mais ditador que seja, Chaves tem muito apoio popular porque fez muita coisa boa pelas pessoas, ninguém deve esquecer disso.

Por mais que muita gente possa dizer que só faz isso como forma de manter-se no poder, há que se lembrar dos muitos ditadores que preferiram se manter no poder à força, deixando o povão se funhecar, como Batista (Cuba), Kim Jong Il (Coréia), Ceaucescu (Romênia), Idi Amin (Congo) e muitos outros.

É como eu sempre digo, não há ser humano completamente mau ou completamente bom, todos somos um misto de sentimentos e ideais.

Nesse caso dos reféns colombianos, Chaves tentou unir o útil ao agradável.

Salvaria vítimas das mãos de terroristas e sairia como um arauto da paz, fazendo propaganda positiva do seu projeto bolivariano para toda América Latina. Ele achou que sendo as FARC uma organização de linha socialista, teria diálogo aberto com elas e conseguiria capitalizar um ato de pacifismo em favor de construir sua imagem de lider continental.

Enganou-se, porque as FARC não são mais um movimento político, mas apenas e tão somente terrorista e criminoso. Fossem um movimento político, já teriam deposto as armas e estariam buscando o poder pelo meio do voto, porque a Colômbia é um país democrático e todos os seus últimos governos ofereceram trégua e anistia. São apenas bandidos travestidos de revolucionários socialistas, porque essa imagem romântica atrai simpatia entre os mais incautos.

Mas as FARC vivem do tráfico de drogas, porque hoje elas são uma consequência do combate sem tréguas que os EUA empreenderam contra os cartéis da coca nas décadas de 70, 80 e 90. Os cocaleros deixaram os cartéis e uniram-se ao movimento armado e arrisco dizer que se tiverem chance de causar problemas e cultivar coca na Venezuela, no Brasil e no resto da América Latina o farão, pouco se lixando para a ideologia do governo de cada país.

Chaves levou uma invertida. Acreditou que o discurso bolivariano sensibilizaria bandidos. Esqueceu que bandido assim não tem sensibilidade nenhuma e muito menos ideologia. Chaves agiu nesse episódio como alguns governantes brasileiros agem com os traficantes cariocas: contemporizando.

E quem dá a mão para bandidos assim, está arriscado a perder o relógio, os anéis e ter o pulso cortado. Chaves devia ter deixado a Colômbia tratar sozinha da questão, mas insistiu em dar um "cala-boca" em Uribe e acabou ficando com cara de tacho.

As FARC podem muito bem libertar os tais reféns a qualquer momento. Mas não liberaram no momento pretendido por Chaves, justamente para desautorizá-lo, mostrar que ele não tem ascendência sobre a organização e que ela faz o que bem entende.

Uribe e os demais governantes colombianos sabem o que representam as FARC, Chaves acabou de descobrir.

PS:

Leia aqui, o comentário pertinente do Cejunior sobre o mesmo assunto.

9 de jul. de 2007

MUNDO BOLIVARIANO

Apagão na Argentina.

Mais de 300 empresas paralisaram suas atividades na Argentina, sexta-feira, por absoluta falta de energia elétrica para seu funcionamento. O presidente Kirchner, dublê de bolivariano, disse que isso é um bom sinal, decorrente do crescimento econômico recorde do país, avisando que comprará energia junto aos países vizinhos, mas preferencialmente para atender a demanda residencial.

A imprensa e a oposição afirmam que a falta de energia foi causada pelo precário planejamento econômico e político do país, enquanto o presidente e a situação gritam alto dizendo que é conspiração da direita para inviabilizar a candidatura de Kirchner ou sua esposa para ocupar a Casa Rosada por mais 5 anos.

O fato é que a Argentina cresceu apenas para recuperar o que era antes da crise da dívida que depôs 3 ou 4 presidentes em poucos meses.

Kirchner finge dar importância para o problema ao avisar que vai adquirir energia para o uso residencial e, claro, garantir a novela e o conforto de seus eleitores, nem que isso lhes custe o emprego. Bem bolivariano mesmo!

Pinóquio

a) O bolivariano governador paranaense, Roberto Requião, inscreveu o município de Curitiba no CADIN-SEFA, para impedir a liberação de verbas para obras, que seriam tocadas pelo prefeito Beto Richa, que apoiou Osmar Dias na eleição que Requião não se conforma ter vencido por apenas 10 mil votos. Alegou que se trata de uma dívida do município com o estado, decorrente da instalação da Cidade Industrial de Curitiba, isso há 35 anos atrás!

Sexta-feira a Justiça decidiu que foi um ato irregular e mandou corrigir o cadastro, liberando, por consequência, as verbas para que Curitiba proceda inúmeras obras de grande importância, mas que, claro, aumentarão a popularidade do atual prefeito, que o PMDB do governador tentará substituir por um petista no ano que vem.

b) Ao assumir, o governador Requião comprou briga com a empresa norte-americana El Paso, dona da maioria das ações de uma usina termoelétrica em Araucária. Alegava o governador que a usina, posta em funcionamento, explodiria, e que não compraria energia dela pedindo ressarcimento da parte da COPEL no negócio. Após o processo quase ir para a arbitragem internacional, ocorreu um acordo quase na surdina para dar cabo do problema.

Na sexta-feira, a usina alcançou capacidade máxima de produção, vendendo energia para... a bolivariana Argentina! E não explodiu...

A CIA e Hugo Chaves

A CIA divulgou relatório segundo o qual, afirma que Hugo Chaves mudará as leis e a Constituição do país para se manter no poder e, se eventualmente perder uma de suas eleições fraudadas, certamente inventará factóides e desculpas para não largar o osso. Isso decorreria de sua personalidade instável.

Sempre digo que, se é para divulgar o óbvio, melhor não gastar papel. Hugo Chaves mostra ser assim desde que tentou dar um golpe de estado, anos atrás. Caíram na besteira de anistiá-lo e torná-lo mártir, o resultado é o que vemos hoje.

Futebol nas Alturas

Para não fugir à regra e não deixar de ser ridículo, Evo Morales organizou grandes manifestações públicas na Bolívia, protestando contra a FIFA que, num rasgo de direitismo radical anti-bolivariano, proibiu jogos de seleções de futebol em altitudes extremas, como a de La Paz.

PS: Uma boa lembrança do "Roça" e do Cejunior: Evo Morales disse que, no ritmo atual, em 15 anos a Bolívia será uma nova Suiça! Ou significa que ele pretende ser presidente por mais 15 anos, ou significa que não tem a menor idéia de onde seja ou como seja a Suiça... o que será?

CORITIBA: O MEDO DO FUTURO.

No erro de uma diretoria interina, que acionou a justiça comum em 1989 para não jogar uma partida marcada de má-fé pela CBF para prejudicar ...