19 de jul. de 2010

COPA:O PLANO C EM SÃO PAULO, OS PLANOS MIRABOLANTES DE CURITIBA

Bem, o assunto não evolui mesmo.

Estamos a menos de 4 anos da Copa do Mundo 2014 e nenhuma obra efetivamente foi iniciada, sendo que o governo inventou uma Medida Provisória tipo "trem da alegria", para facilitar o andamento das obras que não estarão prontas para o evento(*), tocadas pela União, por Estados e Municípios.

Tudo dentro do previsto, afinal!

Em São Paulo, o Morumbi não serve e o Piritubão custaria muito mais que o bilhão orçado para erguer o estádio, vez que seriam necessárias dezenas, senão centenas de intervenções de mobilidade urbana, para que a praça de esportes não ficasse esquecida da periferia. Hoje já se fala numa reforma do Pacaembu, para que ele tenha capacidade de 44 mil pessoas e receba jogos do evento, mas não a abertura. Teria um custo de R$ 500 milhões só no estádio, mas o custo e o tempo de execução de obras de mobilidade urbana seriam infinitamente menores, por estar em bairo nobre e central.

Menos mal que em São Paulo tem gente pensando!

Em Curitiba estamos no seguinte impasse: a população do estado não aceita que a COPEL enterre dinheiro no estádio escolhido para a Copa e não apareceu nenhum investidor privado, nem com a possibilidade de ganhar uns quebrados com a negociação do potencial construtivo(**) que a prefeitura inventou para viabilizar a obra. Por outro lado, os dirigentes do clube proprietário do estádio negaram o uso do patrimônio da instituição como garantia para um empréstimo do BNDES ou outro, do BRDE (***), Também negaram o uso de seu patrimônio pessoal como garantia e ofereceram o potencial construtivo, que nada mais é que vento, só valorizado se o comprador for muito burro. Empréstimo sem apresentação de garantias é dinheiro a fundo perdido, ou seja, é dinheiro que o devedor só paga se quiser, ou estou errado?


E nesse vai não vai, Curitiba está para perder o evento, o que não seria nada mal para os combalidos cofres do estado do Paraná, e os do Município de Curitiba. Aliás, sejamos francos: os investimentos anunciados para a Copa em Curitiba, são os menores de todo o país e passíveis de serem feitos até sem o o evento. Dizer que Curitiba os perderia em não sediando a Copa é apenas desculpa esfarrapada, afinal, será que os brasileiros de Curitiba não têm direito a um linha de metrô que só ficará operacional muito depois de 2014, se a FIFA disser que sim?
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(*) Ninguém apresentou garantias de que o trem-bala entre SP e RJ fique pronto antes de 2014, só a título de exemplo. (**) Trata-se de um crédito previsto em Lei, para que alguém que tenha direito a construir "x" andares em seu terreno, venda esse direito para que o comprador levante mais andares em um local onde a autorização é menor. (***) Banco de fomento de propriedade dos tesouros dos estados da região sul, leia-se: DINHEIRO PÚBLICO!!!

6 comentários:

  1. Sua linha de raciocinio bate com meu pensamento, temos coisas mais urgentes que torrar dinheiro público para 4 ou 5 partidas de futebol.

    Por outro lado, sugiro a leitura de hoje do Gazeta de novo, onde o assunto é o mesmo.

    www.gazetadenovo.com - Parece pobre querendo ter um Royal Roice, Não dá....

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  2. Eu li mesmo que Curitiba está com problemas. Espero que resolvam a tempo.Qt a São Paulo estou adorando.Eles se acham e a abertura vai para o Mineirão.Estão se rasgando.

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  3. É o Brasil gente!
    Vai atrasar mas vai ficar pronto, na última hora e no atropelo.
    Mas garanto que a festa vai ser linda e marcante. Os estrangeiros vão amar!

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  4. Fabio,vim aqui para te desejar Feliz Dia do Amigo,um abraço.

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  5. O Estádio Fonte Nova já estava caindo aos pedaços, agora estão derrubando o que restava do abandono e descaso e falta de manutenção.

    "O custo da construção da Arena Fonte Nova está estimado em R$ 591,7 milhões."

    Como sempre as estimativas são sempre menores. Você já viu alguma estimativa ser abaixo?

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  6. Janaína,

    Obrigado =)

    Zé,

    Não duvido mas... a que custo?

    Magui,

    SP jogou a toalha, é o que parece.

    Adão,

    Orçamento no Brasil é feito para ser estourado... é cultural!

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