AVE, GUGA!


Há pouco, em um dia terrivelmente ocupado, fui lembrado do aniversário de 10 anos do primeiro título do brasileiro Gustavo Kuerten em Roland Garros.

Pois é, esse florianopolitano simpático com eterno jeito de menino, torcedor do Avaí, que dá todos os seus troféus para o seu irmão deficiente é um desbravador do tênis brasileiro. Campeão em mais de 20 torneios da ATP, 3 vezes campeão de Roland Garros, campeão da Copa do Mundo de tênis e 1º lugar geral do ranking mundial em 2000, Guga foi onde nenhum brasileiro jamais sonhou chegar, é um ícone do esporte, que eu ponho na mesma galeria da também espetacular Maria Esther Bueno, do desbravador das pistas Emerson Fittipaldi e do Rei Pelé.

Naquele 8 de junho de 1997 minha família estava grudada em frente da TV e lembro que tão surpreendente quanto o título de um então desconhecido vindo de um país quase sem tradição no esporte, foi o jeito simpático e despojado com que ele recebeu o troféu, fazendo reverência a um verdadeiro deus do tênis, o sueco Björn Borg.

Gustavo Kuerten sempre será um ídolo para mim, por mais que essa maldita contusão atrapalhe sua carreira, é uma daquelas pessoas com quem me identifico pela humildade, trabalho e dedicação. Um vencedor que já deu inúmeros exemplos de vida, e que merece o respeito e a adoração de todos os brasileiros.