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O BRASIL EM TÓPICOS

1. RENAN CALHEIROS

Como era de se esperar, o presidente do Senado saiu pela tangente e disse que as denúncias da revista Veja são mera invasão de privacidade, fazendo-se de vítima e apelando para o deixa disso nacional, ao pedir desculpas para a esposa e os filhos por sua puladinha de cerca, tentando mudar o foco da discussão.

De caso de lobby, quer que a questão vire sentimental.

Dá a leve impressão que o senador está trocando um fato de repercussão grande e menos grave, o apoio a lobbistas, por outro, de repercussão pequena, mas muito mais grave, a sonegação fiscal, visto que, até agora, não foi capaz de explicar como paga suas contas.

Apelar para a questão da intimidade não vale para políticos, quando há dinheiro público e ética política em jogo. Não estou nem aí para a vida sexual do parlamentar, isso é problema dele. A questão, porém, é que segundo o noticiário desta tarde, Renan Calheiros não apresentou ao Senado documentos comprobatórios de todos os seus rendimentos, que justificariam os valores de sua subsistência em Brasília, a pensão paga ao filho com a jornalista e o aluguel do apartamento citado por Veja. Mais que isso, ele não negou a relação com o lobista a quem se referiu como amigo.

É bem dito, ele é apenas acusado, não devemos condená-lo de antemão. Mas sua versão dos fatos, pelo menos até agora, é capenga.

2. A GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Nesta tarde, 18 universidades federais anunciaram que seus funcionários entram em greve por tempo indeterminado. Aqui, em Curitiba, o Hospital de Clínicas, o mais importante do estado, trabalhará apenas para as emergências e o resto da UFPR terá paralisação de atividades administrativas.

Uma das reivindicações é evitar que o governo transforme os hospitais-escola da rede de universidades federais em fundações, possibilitando que assinem contratos com convênios e prestem serviços externos para reforçar suas receitas. Os funcionários alegam que este seria o primeiro passo para uma privatização.

Outra questão que dá azo à greve é o Projeto de Lei que limita o aumento da folha de pagamento do governo federal em 1,1% ao ano a partir de 2008. Alegam os grevistas que essa regra impossibilitaria novas contratações e afetaria principalmente as universidades, cujos quadros há muito estão defasados.

3. E O CAOS CONTINUA

Quem diria que em um governo de viés esquerdista, cheio de socialistas e até de alguns stalinistas se visse em palpos de aranha com as movimentações do MST, pondo em risco até o sistema elétrico nacional com suas loucuras?

E que um governo que alguns palermas classificam como "de direita", como o de São Paulo, fosse incapaz de tomar um ato de autoridade sobre aqueles imbecis sem causa acampados na USP?

4. BOLIVARIANOS?

Foi fraquíssima a cobertura da imprensa brasileira sobre o fechamento da RCTV da Venezuela. Enquanto o fato foi objeto de editoriais nos mais renomados jornais do mundo, conforme o blog de Ana Julia Jatar, aqui as coisas foram muito menos incisivas.

A imprensa brasileira, às voltas com um movimento organizado por setores da esquerdofrênia nacional deveria se mobilizar e fazer muito mais barulho sobre o caso, para que certas idéias totalitárias não tenham coro por aqui.

EM TEMPO:

A piada do fim de semana veio do ditador ladrão da Venezuela, Hugo Chaves que disse que aquele país "tem democracia até demais" e avisou as demais TV(s) daquele país que, se não tratarem do caso da RCTV como "vencimento de concessão", terão o mesmo destino.

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