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FUTEBOL: A SEGUNDONA NÃO É O FIM DO MUNDO


O meu Coxa está no limiar de voltar para a série A do campeonato brasileiro. Dependendo de uma vitória hoje (que será sofrida, acredite o leitor, porque o Ipatinga é osso duro de roer) e um empate nos 4 jogos faltantes.

Mas desde que o Brasil aderiu ao bom senso e instituiu o campeonato de pontos corridos, todos os anos quando chegamos em novembro vemos a mesma novela criada pela imprensa, sobre a "tragédia" que aflige os clubes, especialmente os grandes. A impressão que fica é que, rebaixados, eles estão mortos e enterrados, sem futuro à vista, acabados com direito a protesto de torcidas organizadas e caça a dirigentes que os presidem ano "trágico" de sua queda.

Uma pequena parte da torcida do Coritiba causou um problema colossal ao invadir o campo de jogo após o rebaixamento do clube em 2009, que já era esperado, se bem que uma vitória naquele dia teria impedido. Mas esta sim foi a verdadeira tragédia que afligiu o clube, que a partir de então foi triturado nos tribunais recebendo a maior pena já aplicada no futebol brasileiro, jogando quase 20 jogos fora de seu estádio nos campeonatos paranaense e brasileiro, perdendo sócios e patrocinadores, encerrando ações de marketing e tendo até dificuldades em contratar atletas.
Mesmo assim, o Coxa provou sua grandeza e está disputando com grandes chances a volta à série A. Como também o Bahia, que chegou à terceira divisão, também está, comprovando a força da sua massa torcedora.

Fora isso, o rebaixamento só é desastroso para clubes sem tradição ou com problemas efetivamente sérios de gestão. Veja o leitor que clubes grandes como o Corinthians, o Vasco, o Grêmio, o Palmeiras e o Botafogo caíram e voltaram até mais fortes. Nenhum deles fechou as portas, nenhum deles acabou. E clubes tradicionais como o Coritiba, o Sport e o Bahia vão para divisões inferiores e cedo ou tarde voltam para a série A, porque têm um diferencial que a maioria dos clubes de futebol não têm: grandes torcidas, massa torcedora, gente que empurra o clube para cima se necessário for.

A segundona só é o início do fim para clubes em situação financeira crítica, mas nesses caso é apenas mais um capítulo de uma crise. E também é ruim para clubes de fachada, associações itinerantes que não levam público aos jogos e sobrevivem da negociação de jogadores por serem mantidos por interesses empresariais. Claro que não vou citar nomes desses clubes, mas basta o leitor olhar as tabelas dos campeonatos brasileiros que vai identificá-los.

As séries B,C e D são campeonatos nacionais de futebol, seus títulos são de grande importância para qualquer clube e as vezes, representam o renascimento da instituição. Na era dos pontos corridos, o brasileiro está aprendendo a importância de um futebol organizado em divisões, que permite planejamento de temporada e fortalecimento gradual dos clubes.

A série B é uma prova de força. É tão emocionante e disputada quanto a série A, vencê-la e passar por ela é um atestado de grandeza de uma instituição de futebol. Tregédia não é cair, mas pensar que o mundo acabou e jogar a toalha, abandonar a instituição quando ela mais precisa provar que é forte.

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