
Michael Jackson marcou toda uma geração.
No momento em que o Rei Elvis se foi para o Olimpo musical, Michael assumiu o posto com competência incomum, e menos de 5 anos depois, cravou com "Thriller" o álbum mais vendido da história, enchendo seu protagonista de prêmios Grammy, de dinheiro e de fãs pelo mundo afora.
Não vou lembrar de Michael Jackson pelas suas esquisitices, pelas acusações de pedofilia e nem mesmo pela cor inconstante de sua pele.
Se em certo momento ele ficou branco, continuou até o fim da vida com a belíssima voz negra e aquele ritmo sensacional que só as pessoas diferentes, de uma classe superior de imortais são capazes de deixar como legado para a humanidade.
Do garoto prodígio do Jackson Five a superstar global, o que lembrarei dele para sempre é da genialidade de quem cantou "Ben", "I'll Be There", "Beat it", "Billie Jean", "Black or White", "Thriller" e tantas outras composições, algumas tocantes e outras chocantes, mas sempre com a marca da genialidade de um ser humano incomum que venceu a barreira do racismo e tornou-se ícone de brancos, pardos, amarelos ou vermelhos.
E lembraremos também de quem inventou um novo jeito de dançar e se expressar, que valorizou a cultura soul e a música negra.
E igualmente, de alguém que mudou completamente a história do video-clipe e que por conta disso alavancou a popularidade de canais de TV a cabo, fortalecendo assim uma nova forma de mídia.
E por fim, de alguém que foi capaz de reunir estrelas para combater a fome no mundo, compondo a música mais tocada da história recente da humanidade, "Whe Are The World".
Ontem, o Olimpo musical recebeu um novo hóspede. Provavelmente ele foi recebido por uma comissão de gênios como Mozart, Beethoven, Liszt, Verdi, Elvis, Sinatra, Pavarotti e tantos outros que em maior ou menor escala deixaram um legado parecido: mudaram o nosso jeito de perceber o mundo... e para (muito) melhor!