10 de dez. de 2008


Domingo passado, acabei assistindo uma parte do Fantástico na Rede Globo, e deparei com esta reportagem aqui, sobre a incapacidade dos alunos brasileiros em ler e escrever, mesmo cursando faculdade.

Daí lembrei de um outro lugar, este aqui, onde as pessoas não só escrevem errado como se orgulham disso, e onde não é incomum que pessoas que se dizem "professores" cometam erros que até seriam aceitáveis em cidadãos comuns, mas não vindos de gente que têm por obrigação ensinar.

É vergonhoso.

O sistema educacional brasileiro não tem afeição alguma pelo conceito de mérito que meus leitores sabem que defendo aqui. Ele vai empurrando alunos incapacitados para a leitura e a escrita de série em série, abusando das desculpas mais esfarrapadas, como a falta de recursos públicos (o que é mentira) ou a pobreza dos incapazes.

Mas o pior é discutir com uma pessoa que escreve "axo", ou "encima", demonstrar o seu erro e ela se ofender, alegando que estudou em escola pública, que é pobre e que ler e escrever é coisa de "elite", mesmo se considerando que tem muita gente que estuda em colégio "bacana" mas não é capaz de escrever e/ou entender uma lauda de texto.

Tudo isso ou porque as escolas não estão mais preocupadas em formar, mas em faturar, ou porque os alunos, embevecidos pelos muitos direitos e poucas obrigações a que são submetidos, simplesmente não estudam mais, mera preguiça.

É preciso exigir avaliação meritória em todos os níveis de ensino no Brasil.

O indivíduo que escreve "axo" em uma prova na faculdade de Direito, tem que perder pontuação por isso. Aquele que não sabe o mínimo de concordância verbal e não consegue aplicar o plural nas suas frases, não pode sair do ensino médio. E quem não consegue entender um texto simples de uma lauda, não pode sair do ensino primário.

Indivíduo que não tira média 6 (no mínimo) em qualquer série, não pode ser empurrado adiante, porque ele vai atrasar o desenvolvimento das turmas futuras. A cada vez que um professor se obriga a baixar o nível da avaliação para fazer frente a pessoas despreparadas, o país perde recursos públicos bilionários, além de capacitação tecnológica no longo prazo.

Em suma, está na hora de começar a reprovar em massa e forçar os alunos a voltarem às mesmas séries e principalmente, a ESTUDAR.

Claro que todas as pessoas cometem erros no uso do idioma, isso é absolutamente normal. O que não é normal, é dizer que a pobreza justifica a ignorância e esta, o comprometimento do futuro do país, renegado que ficará à uma situação de exportador de matérias-primas sem gente capacitada para fazer frente aos desafios tecnológicos diários do mundo em que vivemos.

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