12 de jul. de 2009

YES! NÓS TAMBÉM TEMOS GÊNIOS.


A imagem é a capa de um dos últimos CD(s) do "nosso" Rei.

Quem me acompanha aqui sabe que uso o adjetivo genial quando quero homenagear alguém que faz ou fez muito pela humanidade deixando nela a marca pessoal, seja na cultura, seja na ciência, ficando, as vezes, a impressão de que esse grupo é restrito a estrangeiros.

Mas o Brasil também têm gênios. Um país que conta com cantores sensacionais como Emílio Santiago, Agnaldo Rayol, Zizi Possi, Ana Carolina, Beth Carvalho, Moacyr Franco, João Gilberto, Vanessa da Mata, Agnaldo Timóteo, Fagner, Gal Costa, Maria Bethânia e outros tantos, o "nosso rei" ROBERTO CARLOS se destaca.

Ontem, o país assistiu a celebração dos 50 anos de sua vitoriosa carreira, relembrando dezenas de músicas que já fazem parte do cancioneiro popular nacional, e que de uma forma ou de outra marcaram pelo menos algum momento da vida de cada brasileiro.

Mesmo pela TV, foi emocionante ver o grande Roberto celebrar sua amizade com Erasmo Carlos, com Vanderléa e com os milhões de amigos e fãs que ele conquistou, cativando com suas canções.

Meio século de absoluto sucesso. Cinquenta anos tocando os corações do povo brasileiro a ponto de moldar uma parte da própria identidade nacional. Cinco décadas chegando aos corações brasileiros com a classe, a elegância e a sensualidade de muitas de suas canções.

E isso sem escândalos e baixarias para se auto-promover e sem a necessidade de apelar para letras de mau gosto e maus costumes como fazem os "axés" e sertanejos de sucesso efêmero de hoje em dia.

Roberto Carlos é um gênio, um cidadão como poucos a cantar a alma brasileira. Longa vida ao "nosso" Rei!!!!

9 de jul. de 2009

OS "EXCESSOS" DA COPA 2014



Olhem bem a imagem acima. Trata-se do (velho) Estádio Vélodrome em Marselha, que já sediou duas Copas do Mundo, a de 1938, ainda nos tempos românticos do futebol, e a de 1998, já na era moderna do futebol-marketing, quando recebeu a semifinal da competição.

Repito, notem bem a imagem.

Localizado em uma das maiores cidades de um dos países mais ricos do mundo, além de duas Copas do Mundo, sediou uma Eurocopa em 1984.

Trata-se de um estádio que não é totalmente coberto, que tem um fosso separando o público do campo e que foi inaugurado em 13/06/1937. Portanto, um estádio antigo e pouco propenso a grandes modernizações.

A imagem dele está aí para demonstrar que o Caderno de Encargos da FIFA está sendo divulgado no Brasil como justificador de gastos excessivos para a Copa de 2014.

Ontem, o governador de São Paulo, José Serra, indo contra a maré de jogar dinheiro público a fundo perdido no evento, reclamou do excesso de obrigações que têm sido impostas para o Morumbi, como forma de pressionar pela construção de um estádio completamente novo ao custo de ao menos 1 bilhão de reais, condizente com a grandeza econômica da cidade mais importante do hemisfério sul.

O Vélodrome é prova de que a FIFA não exige arenas multi-uso perfeitas para a realização de uma Copa do Mundo. A FIFA não exige 100% dos lugares cobertos, como tem se divulgado insistentemente. A FIFA não proíbe que uma mesma cidade receba duas sub-sedes.

Ou seja, estão planejando gastos colossais em estádios públicos brasileiros como o Maracanã (que segundo os histéricos de plantão não pode receber a Copa sem um grande prédio de estacionamentos e sem cobertura integral, por mais que isso atente contra o tombamento histórico dele), o Mineirão e os estádios de Brasília, Natal e Manaus, sem contar a construção de um estádio completamente novo aventada para o Recife.

EM 1986, o México limitou-se a usar os estádios da Copa de 1970 com algumas reformas. Os italianos até hoje se perguntam do por quê dos gastos na Copa de 1990, em estádios que os clubes recusaram por suntuosos demais e mesmo inadequados ao futebol moderno. Em 1994, os EUA promoveram a copa do mundo mais bagunçada(conquanto mais lucrativa) da história, na qual improvisaram estádios de futebol americano e basebol, sem que a FIFA levantasse um "ui" contra isso.

O Brasil quer fazer uma copa como a da Alemanha ou Japão-Coréia, mas não tem capacidade financeira para tal. Arrisca se enterrar em gastos públicos excessivos, deixando de colocar dinheiro precioso em educação, saneamento, saúde e segurança pública, apenas para supostamente cumprir um caderno de encargos que ninguém efetivamente respeita, agradando apenas os políticos manipuladores de orçamentos.

8 de jul. de 2009

A CARGA TRIBUTÁRIA SUBIU (DE NOVO!)

Segundo informação da própria Receita Federal do Brasil, a carga tributária de 2008 bateu novamente um recorde histórico, com um percentual pouco acima de 35% do PIB.

É bom dizer que o número da RFB é generoso, porque o Instituto Brasileiro de Direito Tributário declarou que essa mesma carga, segundo seus números, é de pouco mais de
38% do PIB.

Guardada a diferença de número, que é significativa, o que se pode verificar é que o brasileiro passa mais de 1/3 do ano trabalhando apenas e tão somente para os governos. E mais do que isso, mesmo com o fim da CPMF, a carga aumentou segundo os dois indicadores citados, fruto de três aspectos:

a) O aumento do IOF, que foi feito para compensar em parte a CPMF;
b) O aumento da CSLL para algumas empresas, especialmente financeiras, também para compensar a CPMF;
c) O aumento exponencial dos casos de substituição tributária, sistema pelo qual os estados adiantam o recebimento de tributos, cobrados sobre valor acima do de mercado, com efeitos deletérios nos índices de inflação, mas amplamente favoráveis para a arrecadação do ICMS.

Ou seja, o governo (enquanto um todo) não só compensou a CPMF, como conseguiu uma arrecadação adicional com aumento de alíquotas, além do aumento de receita decorrente do crescimento do PIB, que no ano passado ficou em torno de 4,5%.

Se há uma boa notícia nisso, é o fato de ser grande a probabilidade da carga diminuir em 2009, por conta das desonerações do IPI para veículos automotores e eletrodomésticos da linha branca, além de outras medidas pontuais. Porém, isso depende da variação do PIB, se ele variar para menos, é provável que a carga aumente de novo neste ano.

6 de jul. de 2009

GOVERNABILIDADE AGORA, É MULETA!

O presidente Lula saiu em defesa do senador José Sarney usando o batido argumento da governabilidade, que supostamente estaria ameaçada porque parte da sociedade quer investigação democrática e legal para alguém acusado de irregularidades no uso do dinheiro público.

Sinceramente, um argumento falho porque o Brasil não vive nem de longe um momento de instabilidade política como viveu, por exemplo, no processo de cassação de Fernando Collor ou mesmo nos primeiros meses do governo FHC ou ainda, quando estourou o caso do mensalão, ocasião em que o próprio presidente tinha que amealhar o máximo de apoios parlamentares possíveis para evitar a abertura de um processo político que poderia custar sua reeleição.

Surfando em índices recordes de aprovação, o governo Lula mantém controle total de um Congresso fisiologista e absolutamente incapacitado, tanto pela "base aliada" bem servida em seus interesses quanto pela péssima qualidade da oposição em fazer qualquer coisa que tenha por efeito desconstruir a imagem de santidade do presidente.

O Legislativo se vê enleado nas cordas dos problemas que ele mesmo cria quando não combate o fisiologismo e a verdadeira cultura de mordomias excessivas, arbitrariedades e incompetência do poder como um todo em impor-se como órgão fiscalizador do Executivo e do Judiciário.

Se a imagem do Legislativo está arranhada é porque faz muito tempo que ele não legisla, pois virou um carimbador de medidas provisórias, além, claro, da vida nababesca de seus integrantes, assessores, amantes, esposas, filhos, sobrinhos e correligionários, todos os dias esmiuçada pela imprensa como verdadeira novela de terror armada em torno do mau uso e do desperdício do dinheiro dos impostos abusivos pagos pelos contribuintes.

Não existe instabilidade política quando o presidente é aprovado por 80% da população, que o force a manter-se blindado no Congresso. Mesmo que o senador Sarney renuncie ou seja cassado, hipóteses remotíssimas, ainda assim, o Congresso jamais se voltaria contra o presidente Lula, porque isso seria suicídio para a imensa maioria de fisiologistas que o compõe.

Com efeito, perder o apóio de José Sarney dentro do Senado não atrapalharia em absolutamente nada a governabilidade, até porque este governo não tem interesse nenhum em discutir reformas política, tributária, fiscal e previdenciária. Se no passado, início do governo Lula, a discussão de tais questões parecia relevante, hoje os índices de aprovação do governo às tornam secundárias, fazendo do Legislativo apenas um detalhe do dia a dia.

A única razão para proteger José Sarney e mesmo usar do risível argumento da "governabilidade" é manter o político maranhense como aliado para impedir que o PMDB enquanto partido, migre seu apoio dúbio e pouco efetivo para José Serra ou Aécio Neves. Ou seja, hoje, Sarney nada representa em termos de governabilidade, sua importância é apenas eleitoral.

E mesmo eleitoralmente, Sarney tem importância limitada, até porque a tendência do PMDB é apostar em Dilma Roussef em 2010 e, se ela perder a eleição, oferecerá seus serviços para o novo presidente com o mesmo tipo de adesão pelo qual virou um apêndice do PT desde 2003.

O argumento da governabilidade virou muleta no sentido de desculpa, para que não se crie entrave algum para a candidatura Dilma Roussef, apenas isso.

CORITIBA: O MEDO DO FUTURO.

No erro de uma diretoria interina, que acionou a justiça comum em 1989 para não jogar uma partida marcada de má-fé pela CBF para prejudicar ...